Finalmente chegou o dia de partida para Marrocos. Partimos sem qualquer tipo de atraso no voo da Ryanair para Marrakech, tivemos sorte em não o perder, porque quem se atrasou desta vez fomos nós.
Aterramos 30 minutos antes da hora prevista, depois de aterrar lá fomos nós para as filas do controlo de passaporte, e diga-se que eles não são lá muito simpáticos naquela zona, para quem deveria de estar feliz por receber turistas no país não demonstrava uma cara de bons amigos, enfim, depois das formalidades tratadas deparamo-nos com o facto que não tínhamos Dirhams, e como nós a maior parte das pessoas que vinham connosco no avião também não tinha, o que gerou uma fila enorme de espera na primeira casa de câmbio, decidimos então perguntar aos Policias se existiam caixas ATM no aeroporto, como é óbvio havia, e foi onde levantamos o dinheiro, para quem não quer esperar naquela fila basta sair da zona de desembarque que existem lá mais casas de câmbio e caixas ATM.
De seguida, já fora do aeroporto decidimos apanhar um táxi para o HotelKenzi Oasis Club que mesmo depois de regatear custou-nos cerca de 300 Dirhams, o homem chegou mesmo a dizer ‘Pegar ou Largar’ e como já estava a ficar escuro aceitamos, o mais engraçados é que fomos 7 pessoas (incluindo o condutor) dentro de um carro para 5 pessoas. Uma das primeiras coisas que perguntamos ao taxista foi se continuava a haver problemas em relação ao terrorista que explodiu o café Argana, de imediato ele nos respondeu que não e que andássemos descontraídos, porque já rebentou, não vai acontecer mais nada nos próximos tempos. A primeira impressão que tive do taxista foi do tipo,’ como é que ainda não batemos ?’ haviam motas a passar por todo o que era lado, ninguém dava prioridade de passagem, passavam todos ao mesmo tempo, só visto, e ninguém batia. Parecia que estávamos noutro mundo completamente diferente do nosso, o que certamente era verdade.
A reserva do hotel foi feita
através do BOOKING e nunca houve
problema algum, foi tudo de acordo com o que já estávamos à espera. Decidimos
optar pelo regime de Tudo Incluído,
mas só tínhamos direito a bebidas alcoólicas das 10 horas até as 23 horas, a partir das 23 horas já não existe nada a funcionar, a não ser a
discoteca.
A ‘noite’ (se é que se chama
noite, porque era bastante cedo) foi de copos mas apenas até as 23 horas porque
a partir daí já se pagava, a partir dessa hora apenas está aberta a discoteca
onde tudo o que se ingere é pago à parte.
Dia 2
O despertar aconteceu por volta
das 9:30, fomos a correr tomar o pequeno-almoço, pensando que este acabava às
10horas (Existe o pequeno-almoço tardio até as 11Horas que é servido ao pé do
Bar). Para mim a melhor refeição é o pequeno-almoço, não posso dizer que havia
grande variedade, mas o que havia era bom. Havia sempre croissants e panicks
folhados, queijo, mortadela ou parecido, panquecas marroquinas e normais,
geleia de morango e geleia de pêssego, pão, manteiga, leite, sumos… o mais
básico mas suficiente para um bom pequeno-almoço.
Como neste dia o tempo não
estava muito agradável para piscina decidimos ir visitar a cidade logo de
manhã. O transporte para a cidade é gratuito mas é necessário fazer reserva
para se puder garantir lugar, por acaso neste primeiro dia conseguimos arranjar
lugar porque a maior parte já tinha partido mais cedo. Os horários dos
autocarros são os seguintes:
Partidas do Hotel: 07:30 ; 9:30 ;
14:00 ; 15:00 ; 19:00
Regresso de Marrakech: 12:30 ;
14:30; 18:00 ; 19:30 ; 23:00
A cidade à ‘Primeira Estranha-se. Depois Entranha-se’ tal como dizia Fernando
Pessoa da Coca-cola, o primeiro impacto que tivemos da cidade, quando nos
deixaram lá foi: vou ficar sem os
meus órgãos, mas assim que começamos a andar era tudo ‘normal’, a não ser o facto de andarem
sempre a perguntar se precisas de um guia, e que é necessário ter um guia, e
blá blá blá precisam de guia, o que eles fazem só para ganhar dinheiro.
Decidimos
então dar 5€ ao senhor guia para ele
nos levar aos famosos SOUKS que era
aquilo que estávamos ansiosos por visitar. É fantástico andar por lá a fazer
compras e a regatear os preços, eles acabam quase sempre por ceder, e é
incrível ver coisas lá a custarem bastante menos que cá. Um colar que aqui se
compra por 10€, por lá encontra-se por 3€ ou menos, depende daquilo que se
queira comprar. Andamos sempre cautelosos pelo meio daquelas barracas todas, mas
chegou a uma altura que haviam mais portugueses e europeus do que os próprios
marroquinos.
Não vou dizer que é super seguro andar por lá mas nunca senti
receio de nada, os marroquinos são bastante simpáticos e acolhedores, apesar de
terem todos aspecto de bombistas, a maior parte só quer garantir a refeição à
família. O guia não serviu para nada, a
não ser para nos levar às lojas que ele queria para puder ter a sua comissão,
não façam o mesmo erro que nós, só o fizemos porque eram 5€ e não sabíamos muito
bem o que se iria encontrar. Em suma fizemos várias compras, principalmente as
meninas que ficaram deliciadas com a quantidade de bijutaria a preços da chuva.
Café Argana |
Rapidamente chegou a noite,
altura de jantar, de comer o delicioso pão feito no forno de lenha, a altura
dos copos e da animação nocturna.
Dia 3
Souks |
Aproveitamos logicamente para voltar a passar na Praça Jemaa el-Fna e apreciar a
modificação que existe ao anoitecer, aquilo que é uma praça enorme e vazia
durante o dia, à noite torna-se numa praça cheia de restaurantes onde se vêem
imensos marroquinos e até turistas a comer. Nós não fomos capazes de provar
nada porque já nesta altura o nosso estômago andava um pouco contraído com o
frango e cominhos que comíamos todos os dias.
Resolvemos andar a passear por lá
pelas ruas sem destino, mas a maior parte vai dar a Praça Jemaa El Fna.
Compramos os últimos presentes porque no dia seguinte era altura de regressar a
Portugal.
Em suma, imensa coisa ficou por
visitar, porque também aproveitamos para descansar, mas é sem dúvida uma cidade
e um país que vou ter de voltar a visitar e aí sim, para conhecer aquilo tudo
de uma ponta à outra sem receio. É necessário fazer o check-out até as 12:00
assim como o pagamento que é efectuado na moeda local ou em euros, mas é mais
vantajoso em dirham porque as taxas deles são muito manhosas, temos direito a
todas as refeições e bebidas até que chega a hora da nossa partida.
Não se esqueçam que é necessário, antes
de passar pela segurança do aeroporto, carimbar
os bilhetes de regresso no check-in, uma prática à qual não estamos habituados,
mas que tem de ser feita até 40 minutos antes da hora de partida.
Olá,
ResponderEliminarMuito legal sua viagem para o Marrocos, com certeza é um aprendizado para os costumes e crenças desse povo.
Abraços,
Verônica
Obrigada pela partilha!
ResponderEliminarSerá possivel dizer se vale a pena trocar euros ou eles lá também aceitam moeadas de euros?
obrigada
Olá Célia!
ResponderEliminarSim sem dúvida que vale a pena trocar euros por Dirhams, apesar de eles aceitarem a nossa moeda em qualquer lado. Além disso tenta levar sempre as notas mais baixas para regatear porque eles não dão troco ahah
Obrigado pela visita.
Bela viagem... Também por lá andei e recomendo!
ResponderEliminarSobre a viagem: http://trilhos.wordpress.com/category/africa/marrocos/
boa tarde tb lá estive e digo-vos é viciante, o segredo é não querer guias para nada , vão por vós perguntem ao pessoal das lojas pois nunca me perdi nos souks.
ResponderEliminarEm relação ao alojamento fiquem numa riad boazinha é impressionante, a comida podem comer nos fast foog ou então á noite na praça nas barracas que por lá existem é seguro, nunca bebam água sem ser engarrafada pois a água é que não vale a pena é diarreia certa.